Caríssimo leitor,

cycle-arrows-clipart-1Começo este blog com a pretensão única de acompanhar, semanalmente, os destaques do amplo e cada vez mais imprevisível universo das mídias – impressa, onde reside minha formação clássica como jornalista, e aqui, na digital, ou eletrônica, como preferir, espaço que ouso invadir. Um universo a cada dia mais simbiótico e convergente. Será mesmo?

Diante das inúmeras pautas online que surgem minuto a minuto, a tarefa não será especialmente fácil. Prometo, contudo: ser criterioso (na escolha das notícias), neutro (em relação às críticas; na medida do possível) e, acima de tudo, nada prolixo. Sendo assim, muito bem-vindo e, straight to the point…


Internauta prefere ler o NYT… pelo Facebook!

the-new-york-times-newspaper-photo-print-4Todos os dias, o jornal The New York Times escolhe e faz o post na página do jornal no Facebook de alguns de seus artigos, matérias e entrevistas. São mais de 10 milhões de seguidores, que geram um tráfego crescente – e uma fortuna em publicidade. Hoje, esses leitores leem (muito) mais as notícias do NYT pelo Facebook do que através da própria home page oficial do jornal. E nada disso parece novidade. Novo mesmo é o que descobriu Dan Kopf.

Colunista do Priceonomics, Kopf definiu alguns critérios de pesquisa e cruzou os dados para saber quais os artigos e posts que receberam mais curtidas e compartilhamentos. Pois bem, seis dos dez posts mais acessados estão relacionados à cultura pop, como a cantora Lady Gaga e a série “Game of Thrones”, a temas como Cozinha, Maternidade e Estilo, e também a pautas políticas envolvendo a Índia; nesse caso, provavelmente porque é o país com maior número de usuários do Facebook, atrás apenas dos Estados Unidos.

Essa aparente superficialidade tem preocupado os especialistas em mídias sociais. Eles temem que a “dependência” de tráfego do Facebook poderá levar o NYT e diversos outros jornais, no mundo inteiro, a uma produção cada vez menor de notícias “sérias”. Kopf avalia que essas preocupações são exageradas. Para ele, o Facebook é mais um hub de notícias. Lembra que, no passado, a cobertura de esportes, quadrinhos e anúncios foram usadas para vender exemplares e subvencionar o jornalismo investigativo.

O futuro do financiamento de notícias “sérias”? Só o tempo dirá.

Leia o artigo completo aqui.


Ricardo Largman, jornalista formado pela PUC-RJ em 1982, é crítico de cinema, consultor de Comunicação e assessor de Imprensa do Instituto IBMEC.