É o que ganham, em média, os funcionários da “empresa dos sonhos” dos Estados Unidos, que lidera o ranking das Melhores Companhias para se Trabalhar naquele país. Antes de revelar o nome da empresa nº 1 – não é difícil imaginar qual seria –, é importante descrever a metodologia para se chegar até ela. A base para a pesquisa foi a Fortune 500 de 2015. A partir da listagem, a PayScale, especializada em monitoramento e pesquisa de remuneração corporativa, uniu-se à Business Insider (sempre a BI!) e, juntas, adotaram critérios como percentual de alta satisfação no emprego, nível de estresse no trabalho e salário médio de funcionários com pelo menos cinco anos de experiência.

Fica evidente na amostragem que as empresas do setor de tecnologia continuam com ampla vantagem na liderança. São quatro entre as dez primeiras mais bem posicionadas, as que pagam os salários mais altos e com melhores níveis de satisfação – chega a 97% no caso do Facebook, líder do ranking no ano passado, 4º lugar em 2016. Gigantes farmacêuticas e empresas de energia (incluindo Óleo & Gás) completam o Top 10 da BI-PayScale.

A número 1? Não, não é a Apple, quase esquecida no canto de baixo da lista (44ª posição), mas o Google. Primeiro lugar também em 2014, a campeã absoluta de buscas da internet oferece – além de um salário anual médio de funcionários com pelo menos cinco anos de experiência de US$ 140 mil – alimentação “gourmet” livre para toda equipe, suporte técnico 24 horas, sete dias por semana, aulas e mensalidades gratuitas em academias de ginástica e um plano de férias, na definição dos seus cerca de 9 mil empregados, “bastante generoso”. E como ninguém é de ferro, a equipe do Google tem direito a massagens no local de trabalho.

10. Eli Lilly $102,000
9. Microsoft $129,000
8. Chevron $122,000
7. Biogen $93,400
6. Johnson & Johnson $107,000
5. Facebook $135,000
4. Southern Co. $85,100
3. Symantec $119,000
2. Bristol-Myers Squibb $111,000
1. Google $140,000

A lista completa da BI-PayScale você pode ver aqui.


Ricardo Largman, jornalista formado pela PUC-RJ em 1982, é crítico de cinema, consultor de Comunicação e assessor de Imprensa do Instituto IBMEC.