Seu filho está pensando em seguir carreira como analista de crédito ou trabalhar numa empresa de contabilidade? Demova-o da ideia: são profissões com os dias contados. Há uma segunda revolução industrial em curso, uma nova era de máquinas cada vez mais inteligentes, precisas e eficientes. E não é preciso ser especialista no assunto para perceber que a atividade humana está sendo rápida e irreversivelmente substituída pela tecnologia de robôs. Mas os que os especialistas garantem é que algumas profissões acabarão muito antes de outras.

É o caso, além das duas acima, do pessoal de bancos – caixas, analistas de seguros e empréstimos e, por falta de quem comandar, dos próprios gerentes. Contudo, o setor financeiro não é o único impactado pelas novas tecnologias. Agências de telemarketing, por exemplo, têm uma chance de 99% de se tornarem automatizadas. Robôs podem executar o serviço das “meninas do telemarketing” 24 horas por dia, sete dias por semana; melhor ainda, sem conjugar indiscriminadamente os verbos no gerúndio.

Outras profissões com alto risco de extinção:

  • Árbitros de esportes, como os de tênis. A chance é de 98,3% de saírem das quadras para dar lugar a robôs como o Hawk Eye, que mostra onde a bola caiu, se dentro ou fora.
  • Operadores de máquinas industriais. Esses vêm perdendo espaço desde os “tempos modernos” de Charlie Chaplin.
  • Relojoeiros, já que a maioria dos equipamentos eletrônicos atualmente são autoajustáveis.
  • Modelos de moda… Sim, foi o que você leu: modelos de moda. De acordo com o portal de notícias NPR, de Washington D.C., as beldades têm uma chance de 97,6% de saírem das passarelas e darem lugar a robôs.
  • Cozinheiros e chefs de restaurante: um robô chamado Foxbot já prepara almoços para uma cadeia de cozinha aberta na província de Shanxi, norte da China. Há outro chef-robô que, graças a 20 motores, 24 articulações e 129 sensores, é capaz de fazer um complicado creme de caranguejo em 30 minutos.

Quanto a jornalistas, pelo menos por enquanto o percentual de risco é baixo: 11,4%.


Ricardo Largman, jornalista formado pela PUC-RJ em 1982, é crítico de cinema, consultor de Comunicação e assessor de Imprensa do Instituto IBMEC.