Duas boas notícias nos últimos dias. A primeira: o Uber passou a oferecer aos seus clientes uma nova modalidade de serviço de transporte, agora por agendamento. Isso mesmo. Você pode marcar a corrida com até 30 dias de antecedência e em qualquer horário – a novidade é uma resposta aos “viajantes ansiosos” que precisam acionar o aplicativo de madrugada sem a certeza de que serão atendidos em tempo hábil para chegar no aeroporto.

Por enquanto, o serviço só está disponível em Seattle, no estado de Washington, e para clientes com perfil empresarial. Mas a expectativa é estendê-lo para toda a rede de cadastrados do Uber no mundo inteiro. Detalhe: dependendo do horário do agendamento, em função de menor ou maior demandas e alguns minutos antes da corrida, o aplicativo enviará ao cliente notificações sobre eventuais alterações na tarifa – para que ele possa decidir por manter ou cancelar o pedido.

A outra novidade será o lançamento pela Starbucks, no primeiro semestre de 2017, do chá premium e “ready-to-drink” Teavana – parceria da gigante norte-americana de café com a ainda mais gigante belga-brasileira de cervejas Anheuser-Busch InBev. O produto será distribuído em todos os mais de 300 mil pontos de vendas onde, hoje, já são comercializadas marcas como Budweiser, Corona, Skol e Brahma.

A linha de chá será semelhante à do Frappuccino, engarrafado, vendido gelado e pronto para beber, e lançado em parceria com a PepsiCo há exatos 20 anos; a parceria rende US$ 1,5 bilhão anuais para as duas empresas. Analistas de mercado nos Estados Unidos acreditam que o chá Teavana tem potencial de vendas ainda maior, especialmente em termos globais, quando a bebida chegar a países com população mais jovem e de clima tropical. No Brasil? Uber e InBev não mencionaram.


Ricardo Largman, jornalista formado pela PUC-RJ em 1982, é crítico de cinema, consultor de Comunicação e assessor de Imprensa do Instituto IBMEC.