O ano de 2017 começou repleto de rumores. Um deles – para todos os applemaníacos do planeta, como eu – é particularmente impactante. De acordo com o microblog chinês Sina Weibo, a Apple planeja lançar em setembro um novo e revolucionário modelo de iPhone. Como a data marca os dez anos de lançamento do primeiro celular da Apple, o Sina Weibo especula que o novo modelo foi “batizado” não de iPhone 7s ou 8, que seria a sequência natural, e sim de iPhone 10.

O microblog chinês garante que alguns componentes do novo celular já estariam em fase inicial de fabricação, e com uma cor (de capa) externa improvável, pelo menos em se tratando de produtos da Apple: vermelho. Daí o codinome “iPhone Ferrari”. Mais novidades: um painel AMOLED – que seria um tipo diferente de tela OLED, já utilizado pela Samsung – tornará possível a tão esperada tela frontal curva, sem bordas, e com expressiva economia do consumo de bateria (recarregada, agora, sem fio); o botão “Home” será invisível; e a linha incluirá um novo modelo com tela de 5,8 polegadas.

As características do suposto novo iPhone combinam com alguns dados de um recente relatório publicado pelo The Wall Street Journal. Mas nem tudo são flores no reino das maçãs. Se, por um lado, as notícias parecem auspiciosas em relação ao futuro, os números do presente, por outro lado, sugerem certa cautela: a publicação japonesa Nikkei Asian Review afirmou na virada do ano que a Apple fez um pedido de redução em 10% no ritmo de fabricação dos iPhones 7 e 7 Plus a seus fornecedores asiáticos. A Apple, é claro, não comenta uma coisa nem outra.


Ricardo Largman, jornalista formado pela PUC-RJ em 1982, é crítico de cinema, consultor de Comunicação e assessor de Imprensa do Instituto IBMEC.