Lembram da tecnologia de beacons? De acordo com as previsões da Business Insider(BI) Intelligence Research Team, em 2016 os beacons seriam cada vez mais usados como uma espécie de GPS para, por exemplo, “empurrar” ofertas diretamente aos celulares de clientes em visita às suas lojas físicas. Pois bem: a BI acertou em cheio. Eles, os beacons, já chegaram – e com força – ao Brasil; mais precisamente, às ruas do Rio de Janeiro. Diversas empresas decidiram aproveitar a realização das Olimpíadas para fazer campanhas e enviar anúncios de produtos através da geolocalização de seus clientes.

Como funciona? O primeiro passo é a instalação de minissistemas em relógios de rua da Zona Sul, Centro e Tijuca, e também naqueles jatinhos (aspersores) de vapor espalhados nas praias. Através da tecnologia de bluetooth, os beacons identificam e se conectam aos dispositivos, sejam eles celulares ou tablets. Feita a conexão, as empresas dão início ao – como já se convencionou definir – marketing de proximidade com os clientes.

Em São Paulo, a Arezzo já está testando os beacons em algumas lojas da cidade: já é possível identificar um cliente que passou por uma loja ou qualquer ponto na rua e, horas depois, enviar um anúncio para ele via Facebook. Outra aplicação, desta vez associada a bancos e financeiras: o cliente entra numa concessionária de veículos e recebe, via beacons, a oferta de uma linha especial de financiamento. No Rio, o Aeroporto Internacional do Galeão já está utilizando a tecnologia para literalmente orientar os passageiros com um sistema de navegação interna – versão própria, customizada, de aplicativos como Google Maps e Waze. O próximo passo será fazer a conexão com (os produtos d)as lojas do aeroporto.


Ricardo Largman, jornalista formado pela PUC-RJ em 1982, é crítico de cinema, consultor de Comunicação e assessor de Imprensa do Instituto IBMEC.